Justiça aceita denúncia do MPDFT e mantém prisão preventiva; jovem de 19 anos é acusado pela morte de adolescente após briga em Vicente Pires
A Justiça do Distrito Federal decidiu na última sexta-feira (13) tornar réu o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. Com a decisão, ele passa a responder formalmente ao processo criminal e permanece preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Turra foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sob a acusação de provocar a morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. A agressão ocorreu em janeiro, no bairro de Vicente Pires, no Distrito Federal. O adolescente ficou internado por duas semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no último sábado (7).
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal, a briga teria começado após um desentendimento envolvendo o arremesso de um chiclete contra um amigo da vítima. No entanto, no decorrer da apuração, a polícia concluiu que a agressão foi premeditada e contou com o apoio de amigos do piloto.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPDFT, imagens do episódio mostram que Turra teria agido de forma “livre e consciente” ao descer do veículo em que estava e iniciar as agressões contra Rodrigo. Durante o confronto, o adolescente foi lançado contra a porta de um carro, bateu a cabeça e perdeu a consciência.
Além da responsabilização criminal, os promotores pedem a condenação de Turra ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. A pena para homicídio doloso pode chegar a 30 anos de prisão, conforme prevê o Código Penal.
O piloto já respondia em liberdade a um inquérito por lesão corporal quando foi novamente preso, em 30 de janeiro. A nova prisão preventiva foi autorizada após a polícia apresentar indícios de envolvimento em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria utilizado uma arma de choque contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.
Ao aceitar a denúncia, o juiz André Silva Ribeiro considerou que o MPDFT descreveu os fatos de forma “clara e precisa”. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta do caso, a reiteração de condutas violentas e os riscos de interferência na produção de provas como fundamentos para manter a prisão preventiva.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios também negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Com isso, Pedro Turra seguirá preso enquanto responde ao processo.



