Militar é encontrada carbonizada em quartel do Exército no DF

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Soldado confessa feminicídio; acusado deve ser expulso da Força e pode pegar até 44 anos de prisão

Uma militar do Exército foi encontrada carbonizada na tarde desta sexta-feira (5), após um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, em Brasília (DF). A vítima, identificada como Maria de Lourdes Freire Matos, era cabo e saxofonista da banda do regimento.

De acordo com informações apuradas, o soldado Kelvin Barros da Silva, também lotado no mesmo regimento e que mantinha um relacionamento com a vítima, confessou ter cometido o crime. Em depoimento, ele relatou que os dois discutiram no setor destinado à banda. Durante a briga, Maria de Lourdes teria sacado a arma de fogo que portava, mas o soldado reagiu, golpeando-a no pescoço com uma faca. Em seguida, ele teria incendiado o local.

Após assumir a autoria, o militar foi preso e conduzido ao Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde permanece detido. A corporação informou que ele deverá ser excluído das fileiras da Força e responderá pelos crimes de feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual. Somadas, as penas podem chegar a 44 anos de prisão.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado para combater as chamas e relatou ter encontrado uma “grande quantidade de material combustível” dentro do ambiente. O fogo foi controlado rapidamente, mas a militar já estava sem vida quando as equipes chegaram. A corporação não informou se houve outros feridos.

O caso está sendo investigado pelas autoridades militares e civis como feminicídio, e deve seguir para a Justiça após conclusão dos procedimentos periciais e administrativos.

Da Redação do Mais55