Reajuste de 2,91% depende de decisão da ANTT; governos de Goiás e DF pressionam pela criação de consórcio para reduzir tarifas
As tarifas do transporte público semiurbano no Entorno do Distrito Federal podem ter um reajuste de 2,91% a partir de 22 de agosto. O aumento estava suspenso desde fevereiro, mas a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o tema voltou à pauta da Diretoria Colegiada.
Segundo apuração do portal Metrópoles, a decisão já teria sido tomada pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e comunicada em julho à Secretaria de Mobilidade do DF (Semob-DF), ao governo de Goiás e à Secretaria do Entorno.
Durante o Seminário Nacional NTU 2025, o secretário de Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, criticou a medida.
“A ANTT vai aumentar as passagens e isso vai significar mais custos para os trabalhadores e mais desemprego, pois o empresário vai dispensar o funcionário que mora no Entorno por causa do transporte”, avaliou.
Como ficam os valores
Se confirmado, o reajuste elevará os preços em várias cidades da região. Confira alguns exemplos:
- ✅Águas Lindas (GO)
– Atual: R$ 10,85
– Com reajuste: R$ 11,15✅Luziânia (GO)
– Atual: entre R$ 10,35 e R$ 11,65
– Com reajuste: entre R$ 10,70 e R$ 12,05 (trecho até Taguatinga)✅Planaltina (GO)
– Atual: R$ 11,05
– Com reajuste: R$ 11,35✅Valparaíso (GO)
– Atual: entre R$ 4,90 e R$ 8,85
– Com reajuste: entre R$ 5,05 e R$ 9,15
Consórcio em negociação
Enquanto discute-se o aumento, avança também a proposta de criação do Consórcio Interfederativo da Região Metropolitana do Entorno (CIRME). A ideia é integrar a gestão do transporte entre DF e municípios goianos, com fiscalização unificada, planejamento compartilhado e subsídio tarifário.
O acordo prevê que a União investiria em infraestrutura (renovação de frota, plataformas e terminais), enquanto DF e Goiás bancariam cerca de R$ 67 milhões por ano para subsidiar tarifas, reduzindo o preço médio das passagens para R$ 8.
No entanto, a proposta ainda não foi formalizada pela Casa Civil da Presidência da República. O governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela (MDB), já protocolou pedido para criação do consórcio, mas aguarda resposta.
Pressão por decisão
Segundo Zeno Gonçalves, a população do Entorno cresceu 69% entre 2010 e 2022, o que torna urgente uma definição do governo federal:
“Temos a segunda maior região metropolitana do Brasil, somando DF e Entorno. Precisamos dessa decisão para avançar. DF e Goiás já estão prontos para constituir o consórcio.”
Enquanto isso, trabalhadores e moradores aguardam a definição: reajuste imediato nas tarifas ou a criação de um novo modelo de gestão para reduzir custos e melhorar a qualidade do serviço.
Da Redação do Mais55/*Com as informações do Metrópoles/Foto: Matheus de Souza



