Com 99,77% das urnas apuradas, candidatos estavam separados por1,98 ponto percentual; demais concorrentes somavam apenas 7,82% dos votos válidos
A disputa presidencial de 2026 apresenta a menor diferença entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno desde a redemocratização. Segundo os dados parciais apresentados pelo UOL, com 99,77% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) registrava 47,08% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha 45,1%.
A vantagem de Flávio era de 1,98 ponto percentual, equivalente a aproximadamente 2,356 milhões de votos. Como a totalização ainda não estava concluída, os números permaneciam sujeitos a atualização.
Até então, a menor distância havia sido registrada em 2022, quando Lula terminou o primeiro turno com 5,23 pontos percentuais de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). Naquela eleição, cerca de 6,187 milhões de votos separaram os dois candidatos.
Em 2006, a diferença foi de 6,97 pontos percentuais. Na ocasião, Lula liderou com 48,61% dos votos válidos, enquanto Geraldo Alckmin, então no PSDB, recebeu 41,64%. Alckmin é atualmente vice-presidente e integra novamente a chapa do petista.
Já em 2018, Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL, encerrou o primeiro turno com uma vantagem de 16,75 pontos percentuais sobre Fernando Haddad (PT), correspondente a aproximadamente 17,9 milhões de votos.
Votação fica mais concentrada nos dois líderes
Os números parciais de 2026 também apontam a maior concentração de votos nos dois primeiros colocados. Juntos, Flávio Bolsonaro e Lula reuniam 92,18% dos votos válidos, enquanto todos os demais concorrentes somavam 7,82%.
Esse percentual é inferior aos 8,37% registrados pelos outros candidatos em 2022. Em números absolutos, os concorrentes que ficaram fora do segundo turno reuniam aproximadamente 9 milhões de votos na apuração apresentada.
Em 2018, a distribuição foi menos concentrada: os demais presidenciáveis somaram 24,69% dos votos válidos, percentual próximo dos 29,28% obtidos por Haddad, segundo colocado.
A concentração reduz o contingente de eleitores dos candidatos eliminados que poderá ser disputado pelas duas campanhas no segundo turno. O resultado final, contudo, também dependerá das escolhas de quem votou nos finalistas e de eventuais mudanças no comparecimento às urnas.
Da Redação do Mais55



