Paralisação estava prevista para começar nesta segunda-feira (28), mas categoria suspendeu movimento após proposta de reajuste de 8% nos salários e de 10% nos benefícios

Os ônibus do transporte público do Distrito Federal circulam normalmente nesta segunda-feira (28), após os rodoviários suspenderem a greve que estava prevista para começar no início desta semana.

A paralisação havia sido anunciada no domingo (27), em meio às negociações da categoria por reajuste salarial e de benefícios referentes à data-base de 1º de agosto de 2026.

Apesar da manutenção do serviço, passageiros relataram movimento menor de usuários do transporte coletivo durante as primeiras horas da manhã.

Proposta prevê reajuste de 8% nos salários

A suspensão da greve ocorreu após uma longa reunião realizada na noite de domingo entre representantes dos trabalhadores e das empresas de ônibus.

Durante a negociação, as empresas apresentaram proposta de reajuste de 8% nos salários e de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica.

Um novo encontro está previsto para esta segunda-feira para definir as cláusulas do acordo. Ainda não foi informado se os novos valores serão pagos a partir de outubro.

Justiça havia determinado operação mínima

Antes da suspensão da greve, a Justiça do Trabalho havia estabelecido percentuais mínimos de funcionamento do transporte público durante uma eventual paralisação.

A determinação previa a circulação de pelo menos 80% da frota nos horários de pico e de 50% nos demais períodos. No primeiro e no segundo turno das eleições, a operação deveria ser mantida em 100%.

Multa poderia chegar a R$ 200 mil por hora

A decisão judicial ocorreu após uma ação do Governo do Distrito Federal (GDF), que solicitou a suspensão da greve ou, alternativamente, a manutenção de percentuais mínimos de funcionamento do sistema.

O tribunal também fixou multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento da decisão. Em caso de reincidência, o valor poderia chegar a R$ 200 mil por hora.

Com a suspensão da paralisação, os ônibus seguem circulando normalmente enquanto trabalhadores e empresas avançam nas negociações para formalizar o acordo.

Da Redação do Mais55