Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no condomínio onde vivia com o namorado e familiares dele, em Fortaleza; Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso
A morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, mobiliza familiares em busca de respostas sobre o que aconteceu com a jovem. Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, em Fortaleza, no Ceará, no dia 13 de setembro.
Nas redes sociais, a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, tornou pública a cobrança por esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da filha.
“Eu não estou chorando apenas a dor da perda, mas porque não tenho respostas. Eu não sei o que aconteceu com minha filha”, declarou Isorlanda em um vídeo.
A defesa da família informou, por meio de nota, que acompanha as oitivas realizadas pela Polícia Civil para auxiliar no esclarecimento do caso. O comunicado é assinado pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana.
O caso ganhou repercussão após Isorlanda divulgar relatos sobre os últimos contatos com a filha e pedir que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas pelas autoridades.
Últimos contatos com a mãe
Segundo o relato de Isorlanda, o último contato com Isabelle ocorreu por meio de duas mensagens enviadas pelo WhatsApp no início da noite de domingo. Em uma delas, a jovem pediu que a mãe verificasse uma comida que havia deixado na airfryer. Na outra, escreveu: “Mãe, eu te amo”.
Depois disso, de acordo com a mãe, Isabelle não respondeu mais às mensagens. Inicialmente, Isorlanda acreditou que a filha estivesse dormindo.
Sem conseguir contato até a manhã seguinte, ela tentou falar com o namorado da jovem, João Munhoz Neto, por telefone e pelas redes sociais. Segundo seu relato, percebeu então que havia sido bloqueada nos canais pelos quais tentou contato.
Isorlanda afirmou que, diante da falta de notícias, foi ao condomínio acompanhada do filho, irmão de Isabelle. No local, segundo ela, a síndica informou que a universitária havia morrido na noite anterior. A mãe afirma que não havia sido comunicada sobre a morte pela família do namorado.
Isabelle morava com João Munhoz Neto, a mãe dele e um irmão dele. Conforme as informações divulgadas sobre a investigação, a Polícia Civil procura João para ouvi-lo no âmbito do inquérito. O fato de uma pessoa ser procurada para prestar depoimento, por si só, não estabelece responsabilidade pela morte.
Polícia aguarda resultado da perícia
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que ainda não há laudo da Perícia Forense apontando a causa da morte de Isabelle.
As circunstâncias do caso permanecem sob investigação da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Os depoimentos e os resultados dos exames periciais deverão contribuir para esclarecer o que ocorreu antes da morte da universitária.
Até a conclusão das investigações, não há definição oficial sobre a causa da morte nem sobre eventual responsabilidade de terceiros.
Da Redação do Mais55



