Com as novas regraspelo Detran, e pode optar por usar veículo próprio no exame prático. 

Com as novas regras implementadas pelo governo federal para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), autoescolas em diferentes regiões do país estão oferecendo pacotes promocionais com preços muito mais baixos para atrair candidatos. Em anúncios nas redes sociais de oito autoescolas consultadas pela Exame, os valores variam de R$ 240 no plano mais básico até R$ 1,1 mil em versões premium ou “ouro”.

Antes das mudanças, o mesmo serviço de habilitação — que incluía o curso teórico e 20 aulas práticas — podia chegar a R$ 1,6 mil, sem incluir as taxas obrigatórias cobradas pelo Detran. Segundo dados oficiais, o custo médio para tirar a CNH no país chegava a cerca de R$ 3 mil, dependendo do estado.

O que mudou no processo

As novas regras adotadas no início de dezembro eliminaram a obrigatoriedade de frequentar aulas teóricas presenciais e reduziram significativamente o número mínimo de aulas obrigatórias, de 20 para apenas 2 horas práticas. O conteúdo teórico passou a ser oferecido de forma gratuita em uma plataforma digital do governo, o que abriu espaço para que os candidatos possam se preparar por conta própria.

Além disso, o candidato agora pode realizar as duas aulas práticas em uma autoescola tradicional ou com um instrutor autônomo credenciado pelo Detran, e pode optar por usar veículo próprio no exame prático.

Autoescolas tentam se reinventar

Com a desburocratização do processo e a possibilidade de o candidato conduzir boa parte dos passos por conta própria, muitas autoescolas enfrentaram queda no número de alunos desde o anúncio das mudanças. Para se manterem competitivas, empresas passaram a oferecer planos que incluem, por exemplo, suporte completo no processo de inscrição junto ao Detran, agendamento de exames e até aluguel de veículo para a prova prática.

Representantes do setor, no entanto, vêm questionando parte da reformulação na Justiça e buscam discutir pontos como a participação de instrutores autônomos no novo modelo.

Da Redação do Mais55