Vocalista do Black Sabbath e pioneiro do heavy metal, artista britânico faleceu cercado pela família; mais de 100 milhões de discos vendidos e uma carreira marcada por sucesso, polêmicas e superação
O mundo do rock está de luto. Morreu nesta segunda-feira (22), aos 76 anos, o cantor britânico John Michael “Ozzy” Osbourne, conhecido mundialmente como o “Príncipe das Trevas” e “Padrinho do Heavy Metal”. O anúncio foi feito por sua família em um comunicado oficial:
“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que temos que informar que nosso querido Ozzy Osbourne faleceu nesta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor. Pedimos a todos que respeitem a privacidade da nossa família neste momento”, diz a nota.
A causa da morte não foi revelada, mas o astro lutava há anos contra o mal de Parkinson e outras complicações de saúde, que haviam limitado sua mobilidade. Em 5 de julho, Ozzy fez sua última apresentação ao lado do Black Sabbath em Birmingham, cidade onde a banda foi criada, em um show histórico intitulado Back to the Beginning, considerado sua “última reverência”.
Ozzy Osbourne iniciou sua carreira nos anos 1960, em meio a uma juventude difícil no subúrbio de Birmingham. Com os colegas Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, fundou o Black Sabbath, banda considerada precursora do heavy metal. O disco de estreia, Black Sabbath (1970), gravado em apenas dois dias, e o sucesso Paranoid, lançado no mesmo ano, catapultaram a banda ao estrelato.
Mesmo após ser afastado do grupo em 1979, devido a problemas com drogas e álcool, Osbourne seguiu carreira solo com êxito, lançando clássicos como Crazy Train e Mr. Crowley. Ele voltou ao Sabbath em 1997, e em 2006, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame ao lado dos integrantes da banda.
Ozzy também ficou conhecido por episódios excêntricos e polêmicos, como a famosa mordida em um morcego durante um show em 1982, além de ser um dos protagonistas do reality show The Osbournes, exibido pela MTV e vencedor do Emmy em 2002.
Sua trajetória, marcada por excessos, escândalos e redenção, revelou também um homem frágil, carismático e muitas vezes autocrítico. “Deveria ter morrido mil vezes”, chegou a dizer no documentário God Bless Ozzy Osbourne, lançado em 2011.
O cantor deixa a esposa Sharon Osbourne e seis filhos, entre eles Kelly e Jack, figuras públicas reconhecidas também pelo reality show da família.
Com mais de 100 milhões de discos vendidos em todo o mundo, Ozzy Osbourne não apenas ajudou a moldar um gênero musical, mas tornou-se símbolo de uma era – um artista cuja influência atravessa gerações e cuja voz continuará ecoando nos riffs pesados da história do rock.
Da Redação do Mais55



