Investigação aponta que switches dos motores foram desligados 30 segundos após a decolagem; autoridades analisam se houve falha técnica ou ação humana no desastre que matou 260 pessoas
🛫 Resumo do acidente
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O voo AI 171, um Boeing 787‑8 Dreamliner registrado VT‑ANB, decolou de Ahmedabad em 12 de junho de 2025, com destino a Londres Gatwick, levando 2 pilotos, 10 tripulantes e 230 passageiros a bordo — a maioria indiana, britânica, portuguesa, e um canadense.
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Cerca de 30 segundos após a decolagem, a aeronave atingiu uma altitude baixa e perdeu sustentação, culminando em um grave acidente que vitimou 241 pessoas a bordo e 19 em solo; houve apenas um sobrevivente.
🔍 Principais achados do relatório preliminar da AAIB
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Corte simultâneo no fornecimento de combustível aos dois motores, com os comutadores mudando de “RUN” para “CUTOFF” dentro de um segundo após a decolagem.
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Abaixo está o momento exato registrado: às 08:08:42 UTC (13:38:42 IST), os switches foram mudados, e logo depois, já em “RUN”, os motores tentaram religar, mas sem sucesso.
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Todo o incidente durou cerca de 30 segundos entre o lift-off e o impacto.
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O cockpit voice recorder (CVR) gravou um diálogo tenso:
“Why did you cut off?”
“I did not do so.”
Nem um nem outro piloto assumiu a responsabilidade -
Os comutadores possuem travas e exigem ação deliberada para mudança de posição, o que torna improvável um movimento acidental .
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O relatório não recomenda nenhuma ação imediata para operadores de Boeing 787 ou motores GE GEnx‑1B, e ressalta a importância de continuar a investigação para esclarecer se falha manual ou mecânica ocorreu.
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Em 2018, a FAA emitiu um boletim alertando sobre falha potencial no sistema de travamento desses switches — a Air India não realizou a inspeção, pois era apenas recomendação.
🧩 O que ainda se investiga
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Se os switches foram manobrados intencionalmente por um piloto (ou alguém) ou houve falha mecânica/elétrica .
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Especialistas descartam movimento não intencional, dadas as travas e a exigência de ação manual deliberada .
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O próximo relatório da AAIB poderá esclarecer a sequência exata e indicar recomendações técnicas ou operacionais, esperadas dentro de até 12 meses após o acidente.
📘 Repercussões e contextos
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Relatórios preliminares são passíveis de mudar; autoridades pedem cautela para não acusar prematuramente os pilotos.
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Familiares criticaram o relatório por ser “vago” e desejam maior transparência, questionando se houve falha mecânica ou erro humano.
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A FAA continua trabalhando com Boeing, GE e autoridades indianas, mas até agora não exigiu medidas obrigatórias para a frota de 787s.
🧭 Conclusão
O relatório inicial da AAIB aponta que o acidente foi causado pela interrupção abrupta e quase simultânea no fornecimento de combustível aos motores, numa fase crítica da decolagem — um evento raro e possivelmente resultado de ação deliberada ou falha técnica em componentes projetados para não falhar. Resta esclarecer os motivos e prevenir novas tragédias.
Da Redação do Mais55



