Arthur Cabral e Nathan Fernandes garantem vitória alvinegra por 2 a 0 no Clássico da Amizade; confusão no setor sul do estádio causa dispersão da torcida com uso de gás após o segundo gol
Nesta tarde de sábado (12), Vasco e Botafogo realizaram o Clássico da Amizade no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela primeira partida após a disputa do Mundial de Clubes. Em campo, domínio alvinegro do início ao fim.
PRIMEIRO TEMPO: Jogo pegado!
O “Clássico da Amizade” começou em clima tranquilo nas arquibancadas do Mané Garrincha, com as torcidas fazendo festa e destaque para o maior número de cruz-maltinos presentes na Capital Federal. Dentro de campo, o Vasco até começou mais ativo, tentando incendiar sua torcida com investidas pela direita, mas sem levar perigo real ao gol defendido por John.
Com o passar dos minutos, o Botafogo cresceu e passou a se impor, mesmo vindo de uma desgastante campanha no Mundial. O time alvinegro criou duas boas oportunidades em sequência, arrancando o tradicional “uuuh” das arquibancadas. A principal delas veio em um lance de Marlon Freitas para Vitinho, que achou Arthur Cabral na área — o centroavante finalizou travado, e a bola quase encobriu Léo Jardim, que fez bela defesa.
O Vasco tentava construir pelas laterais, mas esbarrava na baixa qualidade criativa de seu meio-campo e nos inúmeros erros de passe. O Botafogo aproveitava os vacilos para contra-atacar, em um jogo que ganhou contornos mais ríspidos e exigiu bastante do árbitro Anderson Daronco, que distribuiu cartões para os dois lados.
Aos 34 minutos, um lance gerou confusão e paralisou o jogo: após um bate-rebate na área vascaína, a bola tocou na mão de João Victor, e os jogadores do Botafogo pediram pênalti com veemência. Daronco, porém, revisou o lance no VAR e viu falta de Arthur em Nuno Moreira instantes antes do toque de mão, invalidando qualquer possibilidade de penalidade.
O gramado em péssimas condições também prejudicou o espetáculo. Os dois times encontraram dificuldades para construir jogadas e apostaram nos chutes de fora da área como alternativa. O primeiro tempo terminou sem gols e sem grandes emoções — com leve superioridade do Botafogo em chances criadas, mas equilíbrio na posse e nas ações.
Segundo tempo: É tempo de Botafogo 🌟
Na volta do intervalo, o Botafogo mostrou que não sentiu o desgaste do Mundial e voltou com tudo para a etapa final. Logo aos 2 minutos, a pressão inicial surtiu efeito: Arthur Cabral iniciou a jogada, acionou Montoro pela esquerda da área, que limpou a marcação de Paulo Henrique e finalizou no contrapé de Léo Jardim. O goleiro fez grande defesa, mas no rebote, Arthur apareceu bem posicionado para empurrar para o fundo das redes e abrir o placar no Mané Garrincha.
O gol desestabilizou o Vasco, que passou a demonstrar apatia e dificuldades para reagir. Com muitas falhas na construção ofensiva, o time cruz-maltino praticamente não incomodou a defesa botafoguense no restante da partida. Do outro lado, o Botafogo controlava o jogo com autoridade, aproveitando os espaços deixados por um adversário visivelmente abatido.
Aos 33 minutos, veio o golpe final: em mais um contra-ataque fulminante, Nathan Fernandes conduziu pelo meio e tentou acionar Montoro, mas errou o passe. O argentino, no entanto, se recuperou, tocou para Marlon Freitas, que cruzou de primeira para a pequena área. Nathan apareceu como elemento surpresa e só teve o trabalho de empurrar para o gol, sacramentando a vitória alvinegra.
O restante do jogo foi marcado por tensão fora das quatro linhas. Desde o início, já havia confusão no setor sul do estádio, mas após o segundo gol do Botafogo, o clima esquentou de vez. A aplicação de gás de pimenta para conter os ânimos exaltados fez com que parte da torcida deixasse o Mané Garrincha antes do apito final.
Em sua primeira partida após a disputa da Copa do Mundo de Clubes, o Botafogo mostrou força, venceu por 2 a 0 e saiu de campo como o grande vencedor do segundo Clássico da Amizade de 2025. Em Brasília, foi “tempo de Botafogo”.
Placar final:
Vasco 0 x 2 Botafogo
Gols: Arthur Cabral (2’ 2T), Nathan Fernandes (33’ 2T)
Da Redação do Mais55



