Cruz-Maltino tenta ampliar domínio nos pontos corridos contra um Botafogo desgastado pela disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA
Neste domingo (12), o estádio Mané Garrincha, em Brasília, será palco de um confronto tradicional do futebol carioca: Vasco x Botafogo, válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do mando vascaíno longe do Rio de Janeiro, o retrospecto recente como mandante no duelo é animador para os cruz-maltinos: em 13 confrontos nos pontos corridos desde 2006, foram 7 vitórias do Vasco, 4 empates e apenas 2 triunfos alvinegros, o último deles em 2018.
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O Botafogo, no entanto, chega ao duelo com um bom desempenho defensivo na temporada, mesmo após o desgaste da disputa da Copa do Mundo de Clubes. No torneio internacional, só o PSG apresentou maior resistência defensiva que o alvinegro, que sofreu um gol a cada 23,7 finalizações. Já no Brasileirão, o time carioca mantém a segunda melhor defesa, com média de apenas 0,64 gol sofrido por jogo (sete ao todo).
Do outro lado, o Vasco tenta aproveitar a intertemporada física que teve no último mês. Apesar de ter a sexta equipe que menos sofre finalizações (média de 11,1 por jogo), a resistência da defesa é baixa: um gol sofrido a cada 8,3 finalizações, com 16 gols sofridos no total – a quinta pior defesa do campeonato.
Números equilibrados no ataque
Ofensivamente, os dois times estão empatados com 14 gols marcados, embora o Botafogo tenha feito um jogo a menos. O Glorioso aparece como o terceiro time que mais acerta o gol, com média de 5 finalizações certas por jogo, contra 4,7 do Vasco. Apesar disso, o Vasco tem maior precisão, com 39,7% das finalizações no alvo (segunda melhor da Série A), enquanto o Botafogo tem 38,2% (terceira melhor).
No volume de jogo, o Botafogo finaliza mais: média de 13,1 por partida, com um gol a cada 10,3 tentativas. O Vasco, com 11,8 finalizações por jogo, precisa de 10,1 para balançar as redes. Ambos buscam a eficiência em finalizações dentro da área: 64,6% das do Botafogo e 57,4% das do Vasco ocorrem na zona mais perigosa.
Defesa aérea é o calcanhar de Aquiles vascaíno
Se o Vasco tenta manter o bom aproveitamento ofensivo, a bola aérea segue sendo o principal problema da equipe: 11 dos 16 gols sofridos vieram de jogadas pelo alto. Já o Botafogo também sofre mais pelo alto (4 gols) do que por baixo (3).
Com relação ao comportamento tático, ambos têm médias semelhantes de posse de bola (Vasco 51,8% e Botafogo 50,3%) e ações defensivas (Vasco 27,1; Botafogo 27,3), números que indicam equilíbrio na abordagem combativa. Também dividem o posto entre os times menos punidos com cartões amarelos: Vasco recebeu 25 e Botafogo 24.
Expectativas
Com estilos semelhantes, o diferencial pode estar no desgaste físico e na bola aérea, que castiga a defesa vascaína. O Vasco conta com a força de sua torcida em Brasília e com o bom retrospecto como mandante no clássico. Já o Botafogo, mesmo em recuperação da maratona internacional, quer se manter entre os oito primeiros da tabela.
Classificação atual:
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Botafogo: 8º lugar – 5 vitórias, 3 empates, 3 derrotas (54% de aproveitamento)
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Vasco: 13º lugar – 4 vitórias, 1 empate, 7 derrotas (36% de aproveitamento)
O duelo acontece no domingo, às 18h30, no Estádio Mané Garrincha, com transmissão nacional.
Da Redação do Mais55



