Em Haia, 32 países-membros acordam meta radical de 5% do PIB para defesa até 2035, fortalecendo aliança e respondendo à pressão de Trump — com dissidências e tensões geopolíticas
A cúpula da OTAN em Haia, Holanda, nos dias 24 e 25 de junho de 2025, teve como protagonistas o aumento expressivo dos gastos militares, o protagonismo dos EUA sob Donald Trump e a tentativa conjunta de conter a influência russa.
📈 Nova meta militar: 5% do PIB até 2035
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Os 32 aliados concordaram formalmente em elevar seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035, uma mudança drástica diante do patamar anterior de 2%; 3,5% seriam destinados à defesa tradicional e 1,5% a áreas complementares como infraestrutura e cibersegurança.
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Trata-se de uma “mudança transformacional” que exigirá “centenas de bilhões de dólares” extras por ano .
🇺🇸 Influência decisiva de Trump
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Sob forte pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, a meta foi formalizada. Ele declarou tratar-se de uma “grande vitória” e qualificou a cúpula como “fantástica”.
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Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, elogiou abertamente Trump: “Querido Donald, você tornou a mudança possível”.
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Analistas, porém, alertam que a abordagem negociadora e transacional de Trump — incluindo a possibilidade de tarifas à Espanha — pode enfraquecer a coesão transatlântica e gerar dúvidas sobre o compromisso dos EUA .
🇷🇺 Mensagem enviada a Moscou
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A declaração da cúpula reforçou um “compromisso férreo” com o Artigo 5, destacando a Rússia como uma “ameaça de longo prazo” e apontando a Ucrânia como elemento estratégico de defesa europeia.
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O aumento dos gastos será também acompanhado por reforços em defesa aérea — uma resposta direta à guerra russa na Ucrânia.
🇪🇸 Dissidência europeia: Espanha pede exceção
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A Espanha, com apenas 1,28% do PIB atualmente, solicitou isenção da meta de 5%. Em carta a Rutte, o premiê Sánchez classificou a exigência como “desproporcional e contraproducente”.
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O país assegura que deve cumprir suas obrigações militares com até 2,1%, destacando os riscos de afetar seu modelo social.
🕊️ Contexto geopolítico intenso
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A cúpula também foi impactada por tensões relacionadas ao Irã: ataques recentes em instalações nucleares iranianas provocaram protestos globais, e Trump afirmou que os bombardeios foram “devastadores” — mesmo com relatórios oficiais atestando impacto limitado.
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Trump ventilou a possibilidade de conversas com o Irã na próxima semana, sinalizando que a OTAN pode desempenhar um papel amplo além da defesa europeia .
⚖️ Avaliação
A cúpula de Haia marcou um divisor de águas:
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A meta de 5% de gastos reafirma a premissa de “Europa mais forte”, menos dependente do financiamento americano;
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A influência política de Trump foi determinante, mas reacendeu debates sobre a confiabilidade da liderança dos EUA;
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A Rússia saiu como alvo declarado, e a OTAN se armou para um novo patamar estratégico;
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Acordo previsto para revisão em 2029, com compromissos anuais de transparência
🔜 Próximos passos
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Implementação gradual da meta com relatórios anuais.
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Monitoramento estratégico em 2029.
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Espanha deverá conviver como uma exceção simbólica.
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Acordos paralelos: apoio contínuo à Ucrânia e diálogo com o Irã.
A cúpula definirá os rumos da política de defesa euro-americana na próxima década — sobre bases de investimento militar elevado, respostas à Rússia e instabilidade no Oriente Médio, tudo sob o impacto da liderança assertiva de Trump.
Da Redação do Mais55



