Bombardeiro B‑2 Spirit lançou pela primeira vez na história a poderosa bomba de 13,6 toneladas – capaz de perfurar mais de 60 metros de rocha antes de explodir no núcleo subterrâneo
🪓 O que é a GBU‑57 (Massive Ordnance Penetrator – MOP)
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É a bomba não nuclear mais potente já construída — pesa cerca de 13.600 kg, mede aproximadamente 6,2 metros de comprimento e utiliza uma carcaça de ligas especiais de aço para penetrar rocha e concreto antes da detonação.
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Projetada para penetrar até 61 metros (200 pés) de solo, rocha ou concreto reforçado antes de explodir, com espoletas que só disparam ao atingir uma cavidade aberta.
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Seu desenvolvimento começou nos anos 2000, com as primeiras encomendas — cerca de 20 unidades — em 2009.


✈️ Como foi o ataque
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Pela primeira vez em combate, a GBU‑57 foi usada em 21 de junho de 2025, lançada por bombardeiros B‑2 Spirit, únicos capazes de transportar esse tipo de arma stealth e de alta capacidade.
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O ataque, parte da “Operação Martelo de Meia‑noite”, mirou três instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan.
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Em Fordow, localizada sob cerca de 100 metros de rocha, seis das bombas foram utilizadas, arrasando os túneis subterrâneos mais protegidos.
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No total, mais de 14 bombas GBU‑57 e cerca de 30 mísseis Tomahawk foram lançados por submarinos contra os outros alvos.
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💥 Impacto militar e geopolítico
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A GBU‑57 foi o único armamento convencional capaz de atingir instalações como Fordow, dadas a profundidade e estrutura de concreto reforçado — algo que Israel não possui capacidade para destruir sozinha.
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Os bombardeiros B‑2 operaram em regime stealth, voando por mais de 18 horas, reabastecendo em voo e evitando defesas aéreas iranianas, para garantir surpresa e precisão.
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A destruição simboliza uma escalada significativa, tornando claro que os EUA estão dispostos a usar armamento convencional extremo para impedir o avanço nuclear iraniano.
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O uso marca o primeiro emprego da GBU‑57 em combate e representa uma mudança histórica na lógica de guerra convencional global.
🔭 Por que isso interessa
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O impacto é estrutural: destruir os alvos mais escondidos do Irã reduz significativamente sua capacidade de enriquecer urânio na clandestinidade e retarda (ou obstrui) um possível caminho nuclear.
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Politicamente, é um recado claro: os EUA assumem um papel de enforcer global, indo além do tradicional apoio diplomático ou atacando diretamente sem recorrer a armas nucleares.
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O precedente pode redefinir normas internacionais — se armas convencionais poderosas como a GBU‑57 forem usadas novamente, isso pode legitimar ações agressivas semelhantes por outras potências.
Da Redação do Mais55



