Antigo aluno de 21 anos abriu fogo em salas de aula na cidade de Graz antes de se suicidar. Tragédia é considerada o pior ataque do tipo na história austríaca
Um ataque a tiros ocorrido na manhã desta terça-feira (10) em uma escola secundária na cidade de Graz, na Áustria, deixou ao menos dez mortos e doze feridos, alguns em estado grave. O atirador, um ex-aluno de 21 anos, invadiu o prédio escolar por volta das 10h (horário local), entrou em duas salas de aula e disparou contra estudantes e professores. Após o ataque, ele tirou a própria vida ainda no local.
De acordo com a polícia austríaca, o autor agiu sozinho e usou armas obtidas legalmente. Ainda não se sabe a motivação do crime, que é considerado o mais grave ataque armado já registrado em instituições de ensino na Áustria.
Equipes táticas foram rapidamente mobilizadas e cercaram a escola, que foi evacuada e isolada. O alerta foi encerrado por volta do meio-dia. As vítimas foram levadas ao Hospital Universitário de Graz, onde equipes de assistência psicológica prestam apoio às famílias.
Diante da tragédia, o chanceler Christian Stocker decretou três dias de luto nacional, com bandeiras a meio mastro e suspensão de eventos públicos. Um minuto de silêncio foi convocado para a manhã de quarta-feira em todas as escolas do país.
Líderes da União Europeia, como Ursula von der Leyen e António Costa, prestaram solidariedade ao povo austríaco. Von der Leyen lamentou o fato de “escolas, símbolos de esperança, se tornarem locais de morte”.
O caso reacende o debate sobre segurança em ambientes escolares e controle de armas na Europa. O governo promete revisar protocolos e endurecer legislações para evitar novas tragédias.
As investigações continuam. Até o momento, nenhuma ligação do atirador com grupos extremistas foi identificada. Autoridades pedem cautela e respeito à dor das vítimas enquanto a apuração segue em andamento.
Da Redação do Mais55



