A classificação como organizações terroristas permitiria ao governo dos EUA aplicar sanções mais severas, bloquear ativos financeiros e ampliar a cooperação internacional no combate a essas organizações
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, mesmo diante da oposição do governo brasileiro.
Pressão de Washington
A proposta de designação partiu do Departamento de Estado dos EUA, que argumenta que essas facções criminosas possuem células ativas em pelo menos 12 estados norte-americanos, incluindo Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Flórida, Connecticut e Tennessee. As autoridades americanas alegam que esses grupos estão envolvidos em tráfico de armas e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos.
A classificação como organizações terroristas permitiria ao governo dos EUA aplicar sanções mais severas, bloquear ativos financeiros e ampliar a cooperação internacional no combate a essas organizações.
Rejeição brasileira
O governo brasileiro, por meio do secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubo, rejeitou o pedido dos EUA. Sarrubo afirmou que, segundo a legislação brasileira, o termo “terrorismo” se aplica apenas a ações violentas com motivações políticas, religiosas ou raciais, e não a crimes comuns praticados por organizações criminosas. Ele destacou que o Brasil considera o PCC e o CV como organizações criminosas que infiltram a sociedade, mas não como grupos terroristas.
Implicações diplomáticas
A insistência de Trump em classificar essas facções como terroristas, mesmo sem o apoio do governo brasileiro, pode gerar tensões diplomáticas entre os dois países. A medida também levanta preocupações sobre possíveis impactos em acordos de cooperação e na percepção internacional do combate ao crime organizado no Brasil.
Até o momento, a embaixada dos EUA em Brasília não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Da Redação do Mais55



